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03/05/2026 00:00:00 00:00:00

Congresso Nacional da Mocidade termina em Recife com renovação de lideranças e espírito de unidade




A bela Recife — ora lembrada como “Veneza brasileira”, ora evocada como a antiga “Holanda brasileira” — ressurge no cenário nacional carregando não apenas seus rios e pontes, mas as marcas de um passado singular. Foi ali, nos dias da ocupação holandesa, sob a influência de João Maurício de Nassau, que ecos da tradição reformada encontraram solo fértil, deixando vestígios que atravessaram quatro séculos. Hoje, com o mesmo protagonismo e um simbolismo ainda mais significativo, Recife volta a ser palco de um encontro que, de certo modo, dialoga com essa herança — reunindo uma juventude que continua a afirmar, em seu tempo, a fé que um dia também encontrou abrigo naquela terra.

A cidade foi o centro das atenções da mocidade presbiteriana brasileira - sempre testemunhas de Jesus - sediando o XX Congresso Nacional da Confederação Nacional (CNM). Iniciado na última quinta-feira, 30 de abril, e encerrado hoje, 3 de maio, reuniu centenas de jovens nas dependências do Colégio Presbiteriano Mackenzie Agnes e na Primeira IP do Recife. Esses quatro dias foram marcados por uma programação intensa, equilibrando devoção, comunhão e direcionamento institucional — uma combinação que tem dado o tom desses encontros nacionais.


Desde a abertura, o congresso se apresentou como mais do que um ajuntamento festivo. Foi, sobretudo, um espaço de reafirmação da identidade da UMP, onde cada culto, plenária e momento de convivência apontava para um propósito maior: fortalecer a juventude para servir com maturidade e compromisso em suas igrejas locais. A atmosfera era de reencontro — de velhos amigos e de novas histórias —, mas também de expectativa quanto aos rumos da Confederação para os próximos anos.

No ponto alto da programação administrativa, foi eleita a nova diretoria da CNM para o quadriênio 2026–2030. A presidência passa a ser ocupada por André Ximenes (PE), até então vice-presidente Nordeste, cuja eleição sinaliza continuidade aliada à renovação. Ao seu lado, compõe a mesa diretiva uma equipe plural e representativa das regiões do país: Adriely Costa (RO), vice-presidente Norte; Tayson Silveira (MA), vice-presidente Nordeste; Danielle Macedo (DF), vice-presidente Centro-Oeste, reeleita; Marcos Tavares (ES), vice-presidente Sudeste, reeleito; Matheus Muzel (PR), vice-presidente Sul; Yuri Renê (AL), secretário executivo, também reeleito; Eloisa Helena (RJ), primeira secretária, Bruna de Oliveira (PE),segunda secretária; e Juliana Bristot (SP), tesoureira, igualmente reconduzida ao cargo.

Uma importante menção: Eloisa Helena, que é de Niterói, carrega no nome, uma história que marca uma linhagem dedicada ao serviço na IPB — filha de Eloisa Helena Chagas, que já serviu à CNM como secretária executiva (1986–1990) e presidente (1990–1994), além de ter atuado como secretária executiva nacional de SAFs e, atualmente, como secretária nacional do trabalho feminino; e neta de Anita Eloisa Chagas, que também presidiu a Confederação Nacional de SAFs, entre 2006 e 2010; compondo uma herança de fé, liderança e dedicação que atravessa gerações.

A nova diretoria foi oficialmente empossada pelo secretário-geral, presbítero Alexandre Almeida, em um momento solene que selou a transição e reafirmou o compromisso institucional da CNM com a ordem e a continuidade de seus trabalhos. O ato, revestido de simplicidade e significado, apontou para a responsabilidade que recai sobre os novos líderes: conduzir uma geração que busca relevância sem abrir mão de suas convicções.



Encerrado o congresso, fica a impressão de que Recife não apenas sediou um evento, mas testemunhou um movimento. A juventude presbiteriana sai fortalecida, desafiada e, sobretudo, consciente de seu papel. Como em outras edições, o saldo vai além dos números ou da programação cumprida: ele se mede nas decisões tomadas, nos vínculos firmados e na disposição renovada de servir a Cristo com fidelidade, onde quer que cada jovem esteja.

O Nordeste, após 28 anos, voltou a sediar o conclave nacional - assim como aconteceu com a UPH, cujo hiato foi de 42 anos - e o fez com organização, calor humano e senso de pertencimento. A recepção aos congressistas refletiu não apenas hospitalidade, mas um desejo coletivo de marcar este momento como um divisor de águas. Não por acaso, o congresso consolidou-se como uma verdadeira celebração da unidade presbiteriana, reunindo diferentes realidades regionais sob um mesmo compromisso de fé e serviço.

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