Secretário de Comunicação e Marketing

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21/04/2026 00:00:00 00:00:00

Entre votos e orações, um congresso que terminou em paz


ltimo dia do XVI Congresso reúne 296 delegados, consolida liderança, promove mudanças na diretoria e encerra trabalhos com culto marcado por unidade, reverência e senso de missão

o último dia do XVI Congresso reúne 296 delegados, consolida liderança, promove mudanças na diretoria e encerra trabalhos com culto marcado por unidade, reverência e senso de missão

O quarto e último dia do XVI Congresso Nacional de Homens Presbiterianos amanheceu com uma atmosfera distinta — não mais a expectativa dos primeiros encontros, mas a maturidade de quem já percorreu dias intensos de trabalho, comunhão e decisões. Em Natal, o cenário era de serenidade ativa: corredores movimentados, conversas pontuais e aquele sentimento silencioso de missão sendo concluída.



Logo cedo, os delegados — 296 ao todo, representando todas as regiões do Brasil — voltaram a se reunir, trazendo consigo o peso e a responsabilidade de um congresso nacional. Centro-Oeste, Nordeste, Norte I, Norte II, Sudeste I, Sudeste II e Sul estavam plenamente representados, compondo um retrato fiel da igreja presbiteriana espalhada pelo país .

A manhã seguiu em tom mais contemplativo. Os momentos devocionais conduziram os presentes a uma reflexão mais profunda, retomando temas recorrentes ao longo do congresso: vigilância espiritual, dependência da graça e firmeza diante das tentações. Não foi apenas liturgia — foi um chamado direto à vida prática, à coerência entre fé professada e fé vivida.

Houve um senso coletivo de pausa. Como se o congresso, por algumas horas, respirasse. As atividades foram suspensas dentro do previsto, permitindo aos congressistas momentos de convivência, descanso e interação familiar conhecendo as belezas da capital potiguar — um detalhe que, longe de ser secundário, reforçou o caráter humano e fraterno do encontro.



TARDE RETOMA O RITMO E A RESPONSABILIDADE

O retorno às atividades, já no período da tarde, marcou uma mudança de ritmo. Se pela manhã havia introspecção, à tarde houve intensidade. O plenário retomou seus trabalhos com organização e objetividade, já consciente de que decisões importantes precisavam ser encaminhadas antes do encerramento.

O registro de quórum confirmou a força do congresso: 296 delegados. Alguns, pelos mais variados motivos, tiveram que pedir dispensa. Números que, mais que estatística, revelam engajamento e compromisso. Cada região teve voz, participação e influência nos rumos definidos naquele momento .



As discussões, embora em alguns momentos prolongadas, em outros quase que partindo para uma pugna renhida, mantiveram um padrão digno de destaque. Houve divergências, sim — naturais em um colegiado amplo —, mas sem excessos, sem rupturas, sem qualquer traço de desrespeito. O que se viu foi um exercício maduro de governança eclesiástica, pautado na ordem e na decência que tão bm caracteriza o sistema presbiteriano.



ICALVINUS GARANTE AGILIDADE E TRANSPARÊNCIA NAS ELEIÇÕES

À medida que o tempo avançava, o congresso se aproximava de seu ponto mais aguardado: a eleição da nova diretoria para o quadriênio 2026–2030. E, como era de se esperar, o ambiente ganhou novos contornos — mais atento, mais concentrado, mais decisivo e em, alguns momentos, com aquele clima de uma arena, onde as pessoas vibram, comemoram, se emocionam e até aplaudem. A condução do processo eleitoral pelo presidente Luiz Augusto foi marcada por organização e clareza. Cada etapa respeitada, cada voto registrado com precisão. Em um cenário com múltiplos candidatos e diferentes escrutínios, a estrutura precisava funcionar — e funcionou.



Nesse ponto, um destaque técnico se impôs: o sistema eletrônico ICalvinus. Sob a coordenação de Rodrigo Araújo, analista de Sistemas e Tecnologias da IPB, a ferramenta mostrou eficiência exemplar. Rápido, estável e absolutamente confiável, o sistema garantiu agilidade às votações e eliminou qualquer margem de erro ou atraso. O resultado foi um processo eleitoral fluido, sem interrupções, sem falhas e com total transparência. Algo que, em eventos desse porte, não é apenas desejável — é essencial.




RENOVAÇÃO E CONTINUIDADE NA DIRETORIA

No campo político-administrativo, a eleição trouxe movimentações relevantes. Houve mudanças significativas em cargos estratégicos, especialmente na Secretaria Executiva e na Segunda Secretaria, apontando para uma renovação importante na estrutura diretiva da Confederação.

Ao mesmo tempo, a permanência também teve seu espaço. A recondução do primeiro secretário ao seu quarto mandato não passou despercebida. Em um ambiente naturalmente marcado por alternância, tal continuidade representa confiança consolidada e reconhecimento de um trabalho consistente ao longo dos anos. Mais do que um dado estatístico, essa permanência simboliza estabilidade em meio à renovação — um equilíbrio raro e necessário em organizações nacionais.



E outro fato emocionou os presentes, a homenagem que ele ao seu pai e irmão, falecidos em julho do ano passado, especialmente o pai, que acompanhou de perto sua trajetória e sempre acolheu com hospitalidade bíblica cada um de seus colegas diretores que visitaram o Vale do Aço nesse período. Fica a saudade, mas pautada no exemplo do que é ser um homem presbiteriano de verdade.


Com a proclamação dos eleitos e a posse da nova diretoria pelo secretário geral, o XVI Congresso atingiu seu ápice administrativo. A partir dali, o ambiente começou a transitar, gradualmente, do institucional para o espiritual. E foi à noite que esse movimento se concretizou plenamente.


CULTO DE ENCERRAMENTO MARCA O TOM ESPIRITUAL


O culto de encerramento reuniu os delegados em um ambiente de reverência, gratidão e reflexão. Não havia mais debates, não havia mais votações — apenas a consciência de que tudo precisava ser entregue a Deus.

A abertura trouxe cânticos congregacionais com forte ênfase missionária, conclamando a igreja à proclamação do evangelho. A leitura bíblica em Romanos 1.16-17 reafirmou o eixo teológico do encontro: o evangelho como poder de Deus para salvação .


Na sequência, a mensagem proferida pelo reverendo Niclécio, presidente do Sínodo Rio Grande do Norte, baseada em Josué 1 conduziu os presentes a uma reflexão sobre coragem — não como atributo humano, mas como fruto da presença e das promessas de Deus. A exposição foi direta, pastoral e profundamente aplicada à realidade dos homens da igreja.

Um dos momentos mais marcantes foi a lembrança de João Pedro, apresentado como símbolo de fé, perseverança e dedicação. Sua história, marcada por limitações humanas e grandeza espiritual, deu rosto àquilo que se pregava: viver para a glória de Deus, independentemente das circunstâncias .

A mensagem avançou destacando verdades centrais: a fidelidade de Deus sustenta a coragem, sua presença garante a caminhada e sua Palavra orienta cada passo. Não houve espaço para superficialidade — foi conteúdo denso, bíblico e pastoral.

Ao final, a oração selou não apenas o culto, mas todo o congresso. A bênção apostólica foi proferida em tom solene, seguida pelo canto e recitação do lema que acompanhou os dias de encontro.

“Confiança em Jesus, entusiasmo na ação e união fraternal” ecoou como síntese perfeita do que foi vivido ali.

Em seu pronunciamento final, o presidente reeleito reforçou a ideia que pairou durante todo o congresso: não há vencedores nem vencidos, mas cooperadores. Uma frase simples, mas que traduz o espírito que prevaleceu do início ao fim.



UM CONGRESSO QUE TERMINA EM UNIDADE

E esse talvez seja o maior legado do XVI Congresso.

Porque, apesar das discussões, das disputas eleitorais e das diferenças naturais, o que se viu foi unidade. Unidade real e fraternal - como já diz o nosso moto -, construída não pela ausência de conflitos, mas pela forma madura como eles foram conduzidos.

Sem excessos. Sem rupturas. Sem desrespeito.

Às 23h11, com a declaração oficial de encerramento, o congresso chegou ao fim. Mas o que ficou não foi apenas o registro formal em ata.

Ficou a memória de um encontro marcado pela ordem, pela eficiência, pela espiritualidade e, sobretudo, pela consciência de que a obra é maior que qualquer indivíduo.

Um congresso que terminou como deveria: em paz.

E com a sensação clara de dever cumprido.

E que venha 2030. Onde será? Só nosso Deus sabe, neste momento!

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Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos atemorizeis diante deles, porque o Senhor, vosso Deus, é quem vai convosco; não vos deixará, nem vos desamparará.
Deuteronômio 31.6
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