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20/04/2026 00:00:00 00:00:00

2º Dia; Sessão Regular — Entre a ordem presbiteriana e o fôlego curto do espaço-tempo



Logo cedo, depois da primeira devocional, começou o primeiro dia de atividades legislativas do XVI Congresso Nacional de Homens Presbiterianos, que teve início nesta sexta-feira, 17 e segue até a próxima terça-feira, 21 de abril, em Natal (RN). Era domingo, dia do Senhor e havia 309 delegados assentados, cada um trazendo consigo sua história, seu sotaque e sua responsabilidade. Não era apenas número — era peso de representação. E o plenário, ainda que marcado por formalidade, pulsava como feira nordestina em dia de movimento: vozes que se levantavam, argumentos que se cruzavam, ideias que, vez ou outra, batiam mais forte do que o esperado.



Foram dezenas de documentos analisados — relatórios, pareceres, propostas, livros de atas — uma verdadeira travessia administrativa que exigia atenção quase litúrgica. Do Documento 005 ao 116, cada linha carregava decisões que moldam o trabalho masculino presbiteriano no país.


Os debates, em certos momentos, esquentaram. Não ao ponto da desordem — jamais. Havia tensão, sim, mas era uma tensão educada, quase cerimonial. Como quem discorda olhando nos olhos, sem perder a compostura. Era firmeza com freio. Palavra dita com responsabilidade.



Na condução, o presbítero Luiz Augusto Gonzaga mostrou-se mais que presidente — um moderador no sentido clássico, daqueles que conhecem o peso do martelo e o valor do silêncio. Com disciplina que herdou dos seus tempos de militar do Corpo de Bombeiros da PM paulistana, mantinha o rumo, aparando excessos, apagando focos de incêndio, fazendo escoras para impedir desmoronamentos, conduzindo assim o plenário com mão firme e espírito sereno.



E quando, por dever de agenda, ausentou-se para participar de uma sabatina, assumiu o leme, por quase uma hora, o vice-presidente Norte II, presbítero Moacir Heringer — o mais experiente entre os vices, daqueles que não precisam elevar a voz para serem ouvidos. Trouxe consigo a calma de quem já viu muita assembleia e a sabedoria de quem aprendeu a ouvir antes de decidir. Não improvisou, não hesitou: conduziu. Com equilíbrio, manteve o ritmo dos trabalhos, distribuiu a palavra com justiça e segurou o plenário com a serenidade de quem sabe que autoridade não se impõe, se exerce. Quando devolveu a cadeira ao presidente, o ambiente permanecia em ordem — sinal de que, ali, a experiência falou mais alto que qualquer urgência.

E o tempo… ah, o tempo. Esse já não obedecia tão bem. Afinal, não temos nenhum controle sobre ele. O volume de trabalho empurrou a sessão além do permitido. Sete minutos além do limite regimental e das regras do centro de convenções. Sete minutos que disseram muito: não foi desorganização — foi intensidade. Quando a responsabilidade cresce, o espaço-tempo fica pequeno e às vezes, nem em velocidade de dobra (máxima), conseguimos alcançar o destino à tempo.

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