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19/04/2026 00:00:00 00:00:00

Entre a Palavra e a Vida: o segundo dia que uniu fé, missão e humanidade no XVI Congresso



O segundo dia do XVI Congresso Nacional da Confederação Nacional de Homens Presbiterianos amanheceu com o peso e a expectativa próprios dos grandes encontros. No salão do Hotel Praiamar, em Natal, o movimento cedo já denunciava que não seria uma jornada comum: lideranças de todo o país retomavam seus lugares com a sobriedade de quem entende a dimensão histórica do momento.


Logo nas primeiras horas, a devocional da manhã deu o tom do dia. Com cânticos, leitura bíblica e exposição centrada em Marcos 2, a ênfase recaiu sobre uma fé que não se esconde — antes, se materializa em atitudes concretas. A mensagem, direta e pastoral, chamou os homens à coragem, à prática e ao compromisso visível com Cristo, destacando que a espiritualidade autêntica se mede na ação cotidiana.


Com quórum expressivo, o plenário registrou a presença de 336 delegados, reunindo representantes das regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte I, Norte II, Sudeste I, Sudeste II e Sul — um retrato fiel da capilaridade e da força do trabalho masculino presbiteriano no Brasil. A diversidade regional não diluiu a unidade; ao contrário, reforçou um senso comum de propósito.



Ao longo da manhã, entre encaminhamentos e organização interna, percebia-se um ambiente de disciplina, mas também de fraternidade. Conversas nos corredores, reencontros e abraços discretos compunham o pano de fundo de um congresso que, embora formal em sua estrutura, mantém forte marca relacional.



A devocional da tarde, conduzida pelo reverendo Marcos Serjo, elevou o tom espiritual do encontro. Baseado em Deuteronômio 31 e Josué 1, o pregador insistiu em três palavras que ecoaram no auditório: foco, força e fé. Não foi apenas uma exposição bíblica, mas uma convocação clara — homens firmes, corajosos e conscientes de sua missão num tempo de incertezas.


A mensagem, sem rodeios, confrontou a passividade. Reforçou que o chamado cristão não admite hesitação prolongada: exige decisão, constância e confiança na presença de Deus. Houve, ali, um certo silêncio reverente — típico de quando a Palavra encontra terreno fértil.

Já no cair da noite, o culto público coroou o dia com uma liturgia marcada pela reverência. A condução cuidadosa, os cânticos tradicionais e a mensagem baseada em Lucas 9 trouxeram à tona o custo do discipulado. Seguir a Cristo, ali se afirmou, é prioridade absoluta — acima de vínculos, interesses e conveniências.

A pregação do reverendo Juarez Marcondes Filho foi objetiva e incisiva: o discípulo verdadeiro não negocia sua entrega. Vai onde Cristo vai, enfrenta o que Cristo enfrentou e mantém os olhos fixos no propósito. Uma mensagem que, no contexto do congresso, soou menos como teoria e mais como direção prática.

Mas nem só de pautas e sermões viveu o dia. Em meio à programação intensa, uma notícia rompeu a formalidade do plenário: o nascimento de Estevão Crispim, quarto filho do delegado Mateus Crispim, e sua esposa Aline, de Palmas (TO). A alegria atravessou os mais de dois mil quilômetros que separavam pai e família, sendo celebrada com oração e gratidão coletiva.

O gesto, simples e profundamente humano, deu ao congresso uma pausa necessária — lembrando que, por trás dos números e relatórios, há vidas reais sendo vividas, famílias sendo formadas e histórias sendo escritas.

Assim, entre a firmeza das decisões e a suavidade dos afetos, o segundo dia do XVI Congresso seguiu seu curso: intenso, organizado e, acima de tudo, marcado por uma espiritualidade que insiste em sair do discurso e ganhar forma na vida prática.

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Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos atemorizeis diante deles, porque o Senhor, vosso Deus, é quem vai convosco; não vos deixará, nem vos desamparará.
Deuteronômio 31.6
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