Secretário de Comunicação e Marketing

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24/03/2026 00:00:00 00:00:00

Da igreja ao Marco Zero: uma pedalada de fé entre Olinda e Recife



Dizem que uma cidade no Nordeste acorda de muitos jeitos. Tem dia em que ela desperta apressada, engolindo gente e devolvendo cansaço. Mas, no último sábado, 21 de março, Olinda, na Grande Recife, acordou diferente. Ou talvez nem tenha sido ela — talvez tenham sido eles, os homens simples, bicicletas alinhadas, corações cheios de um propósito que não cabia no bolso nem na rotina.

A IP de Peixinhos ainda guardava o ritmo alucinante do dia quando os primeiros ciclistas chegaram. Não havia pressa, mas havia direção. Entre cumprimentos, ajustes de capacete e um ou outro sorriso mais largo, formava-se ali algo maior do que um grupo de ciclistas: era uma pequena comunidade em movimento.

E então partiram.

Não como quem foge, mas como quem leva algo. Pedalavam pelas ruas da Veneza Brasileira, atravessando caminhos já conhecidos, mas com um olhar diferente. Porque quando se carrega fé, até o asfalto parece responder de outro jeito. Quem via de fora talvez enxergasse apenas bicicletas passando. Mas quem prestasse um pouco mais de atenção perceberia: havia alegria ali — dessas que não se explicam, só se reconhecem.

O destino era o Marco Zero do Recife. Nome curioso, esse. Como se fosse possível marcar, com exatidão, o ponto onde tudo começa. E, no entanto, naquele dia, talvez tenha sido mesmo um recomeço para alguém que olhou, ouviu ou parou por alguns instantes.

Chegaram.

E ali, no meio do espaço aberto, onde a cidade costuma seguir seu próprio ritmo, aconteceu o improvável — ou talvez o essencial. Um culto. Sem paredes, sem portas, sem cerimônia além da sinceridade. Louvor que se misturava ao som da cidade, oração que subia sem precisar de microfone, e uma Palavra anunciada como quem oferece água a quem passa.

Não era um evento grandioso aos olhos do mundo. Não tinha palco, nem holofote. Mas tinha presença. E isso, para quem vive na Cidade dos Altos Coqueiros, é tudo.

A mensagem era simples — e justamente por isso, profunda: o amor de Cristo não foi feito para ficar guardado. Ele pede estrada, pede movimento, pede gente disposta a sair do lugar.

E eles foram.

Voltaram depois, cada um para sua casa, sua rotina, seus compromissos. Mas alguma coisa ficou pelo caminho. Talvez em quem viu. Talvez em quem ouviu. Talvez neles mesmos.

Porque há dias em que a fé não caminha. Ela pedala, em mais na linda Olinda!









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Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos atemorizeis diante deles, porque o Senhor, vosso Deus, é quem vai convosco; não vos deixará, nem vos desamparará.
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