Do café à missão: Um sábado que marcou o Leste de Minas
O sábado amanheceu diferente em Alto Jequitibá. Não era só mais um 21 de fevereiro no calendário. Era dia quente, algo incomum na pitoresca cidade de 8 mil habitantes, encravada aos pés da terceira montanha mais alta do Brasil - o Pico da Bandeira - que prenunciava o calor de mais de 300 corações para bater no mesmo compasso — o da liderança cristã Sínodo Leste de Minas.
Na APCE, o movimento começou cedo. No refeitório, o café da manhã misturava pão quente com expectativa. Jovens e adolescentes das federações Vale do Manhuaçu, Vale do Caparaó e Leste de Minas chegavam em grupos, camisetas de federações, risos altos, abraços demorados. Ali já se via que liderança também começa com comunhão.
Depois do devocional, o auditório ganhou outro tom. As palavras dos secretários gerais da Mocidade e da Adolescência Presbiteriana,
Alexandre Almeida e Esdras Emerson (o popularmente chamado "Rev Teen"), não foram discursos frios — foram chamados à responsabilidade, mostrando que liderar não é status, é serviço. Não é microfone, é exemplo.
Alexandre Almeida
A presença dos diretores das Confederações Nacionais de Mocidade, Lucas Grion, do Rio de Janeiro, e de Homens, Marcelo Luciano, de Minas — reforçou que o trabalho local está ligado a algo maior. Há uma engrenagem nacional girando, mas ela só funciona quando cada federação faz sua parte com zelo e fidelidade.
Lucas Grion
Momento de louvor UPA
Pastores, lideranças regionais e o presidente do Sínodo, reverendo Paulo Martins, e seu colega e secretário executivo, Édio Cléber, também marcaram presença. Não como autoridades distantes, mas como pastores que são. Os secretários sinodais
André Heringer (UPAs) e Douglas Otoni (UMPs) se olhavam para seus pupilos e diziam: “Estamos juntos. Contem conosco, sempre!”.
Entre palestras pela manhã, almoço compartilhado e oficinas à tarde, o que se viu foi mais que programação bem organizada. Foi uma geração sendo desafiada a assumir seu lugar na Igreja — com seriedade, alegria e propósito.
Ao final do dia, o cansaço era visível. Mas era aquele cansaço bom, de quem entendeu que liderar não é carregar um título, e sim carregar pessoas no coração.
Se depender do que se viu nesse sábado em Alto Jequitibá, o Leste de Minas e o presbiterianismo brasileiro têm futuro. E não é pequeno.