Secretário de Comunicação e Marketing

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20/11/2025 00:00:00 00:00:00

Entre números, ventos e chuvas: Crônica de um Nordeste que floresce




Estamos no início da terceira década deste Século XXI, com uma pandemia que não se via há 100 anos batendo em nossas portas. Batendo apenas, não. Entrando, sem pedir licença e deixando rastros que muitos preferem nem lembrar. Nesse mesmo tempo, seguia o trabalho masculino da IPB no Nordeste como quem atravessa um caminho antigo, cheio de poeira fina e promessa de chuva. Nesse cenário de cidade típica do sertão nordestino, surge o novo vice-presidente Francisco Martins, eleito no Congresso de 2022.


Ele, com seu jeito de sertanejo metódico olhou firme, pegou seu caderno de anotações debaixo do braço (ou dentro da pasta), e com a teimosia boa de quem acredita que números também contam histórias não ficou se lamuriando, mas foi à luta. O cenário era de chão gasto: 510 igrejas, 242 UPHs, 42 federações, 12 confederações. Tudo parecia parado como açude em tempos de seca — ainda que se sentisse, ao longe, um rumor de mudança, daquelas que primeiro vêm pelo vento, depois pela terra e com a alguma sorte, com a chuva.



E o tempo, esse bode manso e arisco, foi abrindo com o vento, grandes sertões veredas entre 2023 e 2025. Trabalhou-se como quem planta feijão na caatinga: pouca água, muita fé, e o braço da comunidade inteira remando junto. Quando se olha agora, vê-se que o chão germinou mais do que se esperava. São 540 igrejas, 365 UPHs, 61 federações, 17 confederações — números - de novembro - que subiram feito enchente repentina (algo raro naquelas terras), dessas que pegam o vaqueiro distraído e obrigam a respeitar a força da vida que insiste.

A cada reunião, cada viagem, cada conversa no salão das igrejas, sentia-se o rumor de um povo se levantando. Não foi só aumento de quantidade — embora os amantes das estatísticas façam festa com os 51% de crescimento das UPHs, os 45% das federações e os 42% das confederações. Foi outra coisa: foi chão se recompondo, laços se firmando, homens retomando vocações antigas, como se cada presbitério escondesse um Brasil miúdo, silencioso, mas teimosamente vivo.



O Nordeste aprendeu, nesses anos, que organização também é afeto. Martins não caminhou só; esteve ao lado de cada irmão que abriu as portas de suas casas e igrejas, serviu-lhe café, contou-lhe sobre suas lutas e os sonhos de suas igrejas. Assim, o que parecia apenas números frios, soltos, virou mote de prosa — e cada ponto de crescimento virou rosto, voz, história de superação, como nos contos secos e profundos de Graciliano, ou nas veredas iluminadas e misteriosas de Rosa.



Por fim, ao dar um suspiro de satisfação, Francisco Martins destaca que o relatório não é apenas papel: é testemunho. "Crescemos 46% no conjunto geral, mas o que realmente importa é que crescemos por dentro — na coragem, no pertencimento, na responsabilidade de ser mais do que números. O Nordeste, agora mais largo e forte, segue como rio que aprendeu seu curso, firme e cheio de esperança, pronto para a próxima dobra do caminho, onde a fé sempre encontra jeito de florescer no inesperado", expressa alegre, feliz e, acima de tudo, grato a Deus por esta vitória.




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Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos atemorizeis diante deles, porque o Senhor, vosso Deus, é quem vai convosco; não vos deixará, nem vos desamparará.
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