Secretário de Comunicação e Marketing

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13/11/2025 00:00:00 00:00:00

Entre palmeiras, aves, homens, estradas e escolhas




No interior do Maranhão, a estrada que leva a Presidente Dutra amanheceu com cara de prenúncio. Coisa do mineiro Guimarães Rosa: ele sempre lembrava que perto do mar ou nas montanhas de sua terra natal, o vento sopra um “vamos lá” meio teimoso, meio profético. Era o sábado, 8 de novembro, e a 27ª edição do Congresso da Federação de Homens parecia guardar, no bolso do paletó, aquela pontinha de surpresa que Fernando Sabino adorava transformar em literatura, tipo um encontro marcado.



A igreja local, cheia de vozes e passos, parecia ampliar a respiração do povo — uma sinfonia que Drummond, em sua calma (também das gerais), registraria com um verso curto e definitivo. O pastor Sandro Erlanio, presidente do Presbitério, caminhava com aquela serenidade de quem já viu de tudo. E o presbítero Charles Flores, comandante do Sínodo Centro Sul, parecia carregar nos olhos um mapa inteiro do Maranhão — rios, vilas, histórias e homens.


O encontro foi bonito, daqueles que Nelson Rodrigues diria que têm “uma certa vocação para o inevitável”. E o inevitável, após reuniões das comissões e os debates e votações no plenário, era o momento da eleição da diretoria para 2026. Entre abraços, conversas e cafés demorados, foi se desenhando os nomes que comandariam a Federação no próximo ano, como quem ajeita peças num tabuleiro de certezas.

No fim, os nomes foram chamados ou melhor seria dizer, mais uma vez chamados, pois todos os atuais diretores foram reconduzidos os seus postos: Vandercleber, o presidente que aceita mais uma missão como quem aceita um desafio antigo; Cleidson, vice-presidente, firme como estrada batida de sol; Ricardo, secretário executivo, com aquele jeito de quem sabe onde cada documento dorme; Marcelo e Alcides, primeiros e segundos secretários, alinhando o que é dito e o que é guardado; e Deusimar, o tesoureiro, escolhido para vigiar cada centavo com zelo bíblico.




Quando tudo terminou, todos voltaram para suas casas mas ficou no ar aquela sensação de que “o real não está na saída nem na chegada, ele se dispõe é no meio da travessia”. E, ali, naquela manhã de Presidente Dutra, a travessia dos homens presbiterianos se renovava — com fé, coragem e um quê de poesia maranhense, a terra de um grande poeta e escritor (Gonçalves Dias) - que inspirou os demais que aqui passaram pelo século XX, quando no exílio, escreveu uma das joias de nossa literatura:

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá."


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Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos atemorizeis diante deles, porque o Senhor, vosso Deus, é quem vai convosco; não vos deixará, nem vos desamparará.
Deuteronômio 31.6
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